Show das Velhas Virgens

Música, mulher e álcool. A paixão por estes 3 elementos foram traduzidos na última sexta feira em um lugar onde os dois últimos são verdadeiros reis. Rua Augusta.

Show das Velhas Virgens no Inferno Club, que marcou o lançamento do último álbum, “Ninguém Beija Como As Lésbicas” e os 23 anos de estrada da banda liderada pelo “homem das várias facetas (e suas rimas)” Paulão, seguido da sintonia sensacional de uma galera formada também por Simon Brow (batera), Roy Carlini (guitarra), Alexandre Cavalo (guitarra), Tuca Paiva (Baixo) e Juliana Kosso (vocal).

2:00 da matina, com a pista cheia, estou parado na lateral da pista com meu bloco de notas, vejo adentrando ao palco uma mistura de gênio da lâmpada com Elvis Presley pegando o microfone e na pista uma galera ovacionando orgasmaticamente a banda ao som das palavras “Agora eu vou pra dentro da garrafa”, excerto da música “O Gênio da Garrafa”, primeira faixa do álbum.

Paulão e Cavalo - Velhas VirgensFoto: Rogério Stella

Após alguns empurrões e toma lá da cá, preferi ir para trás da pista, ver o show mais tranquilamente e tomar aquela gelada sossegado. Uma escolha inteligente para alguém que só gosta de pular na cama e no pogobol, como eu.

Agora, já focado no palco, e após curtir mais 3 músicas, ouço a deliciosa vocalista Juliana chamar deliciosamente graciosamente os homens de cafajestes no começo da faixa homônima a tal adjetivo. Momento este que aflorou algum sentimento masoquista em mim. Mas isso é que o que diferencia o show das VV. A banda te faz entrar num clima único.

Além, em um momento do show parei e disse pra mim mesmo: “- Caramba, esse pessoal toca pra caralho”.  Instante esse logo seguido por uma onda de poesias eróticas e devaneios proferidos por Paulão no meio da música que dá nome ao álbum. Quase uma mistura de Jesse Valadão com Larry Flint. Momento que todo ser humano deve estar presente.

Quanto ao repertório, o show contou, claro que em sua maioria, com músicas do novo álbum, como também com algumas de álbuns anteriores, como o clássico dos clássicos “Abre essas pernas” e “Tudo o que a gente faz é pra ver se come alguém”.

A energia e o talento musical das Velhas são algo de se tirar o chapéu, ou melhor, tirar a tampa da garrafa ou a calcinha da mulher.

Metralhando-nos  musicalmente com a essência do rock puro e alguns toques de blues, com letras de fazer uma beata se “auto suicidar a ela mesma” (?), a banda pode ser resumida por uma única palavra. TESÃO.

Tesão da banda e tesão dos fãs. A ligação entre as Velhas e os fãs é algo que realmente não vemos facilmente por aí. A troca de energia entre palco e pista explica grande parte do motivo da banda ser a maior banda independente do país. Simplesmente Fodástico.

Pois é galera, isso é uma pequena mostra do que é um show da banda. É como dizem por aí, você ainda não viveu se não viu um show das Velhas. Sensacional!!!

Agradecimentos especiais ao Rogério Stella, que me autorizou furtar algumas de suas fotos, ao grande Fernando Banas, empresário da banda e gente boa ao extremo, e, claro, ao batera Simon que autorizou minha entrada ao camarim para pegar os autógrafos no CD que sortearei pelo Twitter e, de quebra, ainda me deu uma cerveja gelada.

Simon Brou, Tuca e Paulão - Velhas Virgens
Juliana e Cavalo - Velhas Virgens
Paulão - Velhas Virgens

Roy eTuca - Velhas Virgens

2 comentários

  1. Foi fodááááááástico o show!!!!!!!!!

  2. Eu tava lá!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!

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